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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Delegado Waldir vai ao STF para retomar vaga na CCJ e votar na admissibilidade da denúncia contra Temer

O deputado federal Delegado Waldir (PR-GO) entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (11) no qual pede para retomar a vaga na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

O parlamentar, que ocupava o posto de titular na comissão, foi substituído pelo PR nesta segunda-feira (10), como parte de uma estratégia do partido de tirar da CCJ deputados contrários ao presidente Michel Temer. A comissão votará nos próximos dias um parecer pela admissibilidade da denúncia por corrupção passiva contra o presidente.

No mandado ao STF, o delegado Waldir diz ser vítima de perseguição por representar ameaça aos interesses do governo, uma vez que votaria pela admissibilidade da denúncia.

"Sabedor de que a tendência do voto do relator, deputado Sérgio Zveiter, seria pela admissibilidade da denúncia, e tendo um placar desfavorável à sua pessoa, o Exmo. presidente Michel Temer vem realizando inúmeras manobras no sentido de angariar 41 votos a seu favor. Dentre essas manobras está a troca de membros que compõe a CCJ, por deputados de partidos aliados que manifestam apoio à Michel Temer", escreveu o deputado.

Na segunda-feira, o parlamentar manifestou indignação com a notícia de que havia sido substituído na CCJ. Ele chamou a estratégia do partido de "nojenta" e disse que foi vendido.

“Soube através da imprensa que fui tirado [da CCJ]. Me venderam. Fui vendido. Nojento isso. É barganha, é barganha. Sabe o que é barganha para se manter no governo? É isso, é barganha. Organização criminosa, e daí não medem consequências. Arrebentam com a vida, com a moral de uma pessoa", afirmou o deputado na ocasião.


Desde 26 de junho – dia em que o procurador-geral de República, Rodrigo Janot, apresentou a denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva –, partidos governistas, segundo a assessoria da CCJ, fizeram 17 substituições de deputados titulares e suplentes da CCJ.

As legendas governistas que são fiéis a Temer foram responsáveis por 10 mudanças na CCJ nas últimas duas semanas – o que corresponde a 15% dos 66 participantes do colegiado.

Só nesta segunda-feira (10), o PR anunciou a substituição de quatro de seus cinco integrantes titulares no colegiado.

Líder do PR na Câmara, José Rocha (BA) afirmou na ocasião que os deputatos do partido que foram realocados recentemente na CCJ estão “confortáveis” para votar contra a denúncia..

Um dos novos titulares da Comissão de Constituição e Justiça é um dos mais ferrenhos integrantes da "tropa de choque" de Temer na Câmara, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS).

Para acomodar o deputado do Mato Grosso do Sul em uma cadeira de titular, o líder do PMDB na Casa, Baleia Rossi (SP), teve que fazer duas movimentações no xadrez político que virou a CCJ. Em 30 de junho, Marun foi nomeado suplente da comissão, substituindo Valtenir Pereira (MT), que havia trocado o PMDB pelo PSB.

Dez dias depois, Marun foi deslocado para a cadeira de José Fogaça (PMDB-RS), peemedebista que vinha emitindo sinais de que poderia votar a favor da denúncia.

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